Sábado, 4 de Outubro de 2008

Sexo Casual II - A Missão

"E tudo o que eu posso te dar é solidão com vista pro mar..."


Minha vida amorosa nas últimas semanas têm sido bastante agitada. Primeiramente, tive um papo com João e parece que ele está meio balançado com esses nossos encontros amistosos semanais. Mas agora somos apenas bons amigos! Vocês acreditam? (eu não!).
E, por incrível que pareça, vejo que ele mudou muito e tenho quase certeza que, quando ele me disse isso, não se tratava de um mero papo de cafa. Mas, numa outra ocasião, explico melhor essa história.


Depois, foi o gigante lindão do post passado me ligando pra marcar um território, mas também não rolou nada ainda. E, como se já não bastasse, um português gato e rico que fiquei em maio desse ano estava prometendo voltar ao Brasil (e me ver) logo.
Esse cara foi quem me inspirou a escrever o polêmico post sobre sexo casual, na época.
E ele realmente voltou, como o prometido, disposto a terminar o que começamos, então.


Ontem, Joaquim desembarcou no Rio, pronto para ficar até domingo e depois seguir para um resort em Angra. Assim que chegou aqui, me ligou. Então, me convidou para ir jantar na churrascaria mais chique da cidade (não sou muito afeita à churrascarias, mas essa daí é exceção!) junto aos amigos dele, que também vieram ao Brasil.

Fui eu lá, toda bonitinha, pagando de namoradinha do Joaquim. Os amigos dele me adoraram, afinal, me comportei como uma mocinha e, metida à rica como sei ser, agi como se aquela churrascaria fosse o local de meus almoços diários.

O papo foi ótimo, nos divertimos bastante. Joaquim estava sendo um amor e eu, dessa vez, acabei cedendo e indo pro hotel com ele. Achei que não podia mais deixá-lo passar, pois quando é que eu iria vê-lo de novo?

Chegamos lá naquele hotel 5 estrelas na Av. Atlântica. A suíte ficava exatamente de frente para o mar; a noite estava fresca e as luzes da orla de Copacabana estavam lindas como de costume. Aí começamos a nos beijar, a nos amassar e o resto vocês já sabem, não é mesmo?
Pouparei-os dos detalhes mais sórdidos. O que importa é que eu, finalmente, me permitir fazer o tal do sexo casual.

Só lhes digo que foi exatamente como eu pensei que seria. Ou seja, péssimo. Nem pelo sexo, em si, mas por aquela velha situação que eu temia: a de não saber como reagir depois.
Eu não fiquei muito à vontade o tempo inteiro, ele também não foi dos caras mais atenciosos... E, ao perceber isso, eu inevitavelmente senti muitas saudades do João! Transar com uma pessoa e lembrar de outra, minha gente, foi uma das piores sensações que já experimentei.

Tudo soa robótico. Tudo o que você faz, faz porque "tem que fazer", porque faz parte do pacote sexo. Sendo que, nesse caso, apesar dele ser um cara fofo e super bacana, não rolou a parte do olho no olho, do carinho, do ouvir o coração batendo, do papo gostoso e sem nexo do final... etc. Mas também, o que eu queria? Aquilo era o tal do sexo casual! Alôoou?!
Acabei inventando uma desculpa para justificar minha despedida e fui embora pra casa. E hoje, estou apresentando o velho número do desaparecimento, para o caso dele me procurar.

Não tem jeito! Talvez eu seja a última romântica, mas com essa aprendi que realmente não consigo separar sexo de sentimento (embora eu até tenha dito aqui uma vez que havia conseguido! vocês acreditaram??).
E, a não ser que eu não consiga controlar o tesão de jeito nenhum, não pretendo fazer sexo casual tão cedo de novo. Pelo menos não enquanto eu pensar e gostar de outro homem.

Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Ai, brochei.

"Moreno, alto, bonito e sensual..."


Do contrário do que muitos pensam, não são apenas os seres do sexo masculino que correm o risco de brochar. Nós, mulheres, também somos suscetíveis a tal acontecimento desagradável. Logicamente que, no nosso caso, não temos nenhum membro que resolva tornar-se inativo e, com isso, possa vir a denunciar que brochamos. Porém, existe alguma coisa dentro de nós que simplesmente nos faz bloquear, ter um certo nojinho, enfim... algo meio "pára o mundo que eu quero descer!". E isso, meus amigos, eu também chamo de brochar. Mas, para diferenciarmos da brochada clássica, essa a qual me refiro chamaremos de "brochada psicológica".

A brochada psicológica é mais comum dentre os seres do sexo feminino. Porém, também pode ocorrer dentre os machos. No universo das fêmeas, o qual sou mais especializada exatamente por fazer parte dele, as causas para tal brochada são várias. Mesmo excluindo a falta de higiene, ausência de dentes e caracteres do tipo, ainda temos exemplos dessas causas, como: o uso masculino indevido de camisa regata, hábitos como o fumo, profissões como dançarino de axé music, quando eles escrevem errado ou quando respondem algo como "Jeito Moleque", ao perguntarmos sobre o que gostam em termos de música.

Porém, outro dia, a brochada aconteceu comigo mas por um fator quase que excepcional:
Estava eu num bar com 2 amigas, quando uma delas avistou um cara absurdamente lindo. Tão bonito que, quando fui reparar, todo as mulheres do recinto estavam suspirando por ele. Mas, por ética, não costumo dar mole para homens que foram vistos por minhas amigas primeiro, portanto, nem tchum pra ele.

Entretanto, de repente, ele e o amigo (que era conhecido de uma de minhas amigas) foram se chegando na nossa mesa e, quando notei, estávamos só eu e o bonitão de papo. Até que ele me deu o cartão dele e disse pra eu manter contato.
Nem acreditei! Agradeci meio de boca aberta e, quando ele foi embora, uma garçonete e as mulheres das outras mesas vieram me dar os parabéns por ter sido "a eleita" pelo bonitão.
No dia seguinte, mandei um torpedo dando o nº do meu cel. Ele me ligou 10 min depois. Conversamos, descobrimos que conhecemos várias pessoas em comum, moramos próximo, temos gosto musical um pouco parecido, ele fala direitinho e, depois no msn, vi que também escrevia corretamente, é bem sucedido em sua carreira e é ex-jogador de basquete.

Pára tudo. Como assim ex-jogador de basquete?
No bar, eu havia reparado que ele era alto, mas como eu fiquei sentada o tempo todo e depois ele se sentou ao meu lado, não consegui ter muita idéia do quanto.

Então, perguntei, no msn: Só de curiosidade, quanto você tem de altura?
Oscar: 2,01m
Lily: O quê?????
Oscar: Por quê? Você tem quanto?

Lily: 1,60m... Você não me viu em pé! Eu sou baixinha...
Oscar: Ah você é normal... eu que sou alto demais.
Lily: Pois é...

Oscar: É...
...
Silêncio.

Quando a esmola é demais, o santo desconfia e eu já deveria ter desconfiado que tava bom demais pra ser verdade. Já fiquei com um homem gigante que, ainda assim, era pouco menor do que esse daí e, sinceramente, não era NADA legal. Pensar que eu sou 41 cm menor do que um homem e em tudo que isso atrapalha (se é que me entendem) é realmente brochante.
Eu não dispensei o cara e nem ele a mim, até nos falamos depois, mas sabe quando desanima? Então, é o caso.


Mas, ao ver que até o homem mais alto do mundo encontrou sua cara metade e ela tem 1,68m, eu até comecei a pensar melhor na possibilidade.
Entretanto, ainda estou brocha. Acho que vou seguir os conselhos do Pelé e falar com meu médico.

Afinal, ele falaria, não é mesmo?

Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

Miss Brasil 2000

"Os estados brasileiros fazem festa..."

Algo curioso tem sido motivo de riso dentre a galera da faculdade: uma conhecida nossa participou e ganhou um concurso de Miss Baixada Fluminense. Com isso, ela, que além de chata não é tão bonita assim, alcançou sua glória pessoal. Saiu em jornais, recebeu flores e presentes, seu orkut deve estar bombando de visitantes para ver as fotos do concurso (que, CLARO, não estão trancadas), enfim... Ela se tornou quase uma celebridade dentre sua longínqua cidade nos confins da Baixada.

As fotografias (óbvio que eu também fui futucar o orkut da nova Miss) demonstram que o concurso teve todas as breguices típicas dos anos 50, com direito a "trajes de banho" e "trajes de gala" (cafooonas), jurados, apresentadores pseudo-famosos etc. Mas as melhores fotos são as do momento em que o resultado foi dado. A Miss, logicamente, ficou muito surpresa e emocionada, enquanto todas as outras meninas a parabenizavam (mas, no fundo, queriam matá-la). Chorou, acenou lentamente para seu público; depois levantou as mãos para o céu e agradeceu a Deus por tamanha bênção. Lindo! Emocionante! Ao ver as fotos, quase chorei...de rir, coitada.

Mas foi só eu sacanear a garota dentre meus amigos (que também se deleitaram com tais fotos), que, enquanto eu fazia minha unha no salão, uma bicha metida a produtora de eventos me disse: "Queriiiida, você não quer participar do concurso Miss Bairro, não?? Vai até sair em revista, tsá??"
Deus! O que é isso? É uma febre retrô que veio à tona? Nem preciso dizer que recusei o convite. Fora que, muito provavelmente, eu só ganharia o "Miss Meu Quarto", por falta de concorrentes.
Ora, imaginem eu num concurso desses, dizendo que meu livro favorito é o Pequeno Príncipe, sorrindo e acenando, pura, meiga e comportada... Me poupe!

Porém, fiquei encucada com essa importância que ainda dão a concursos de Miss e fui pesquisar na internet algumas informações. Descobri que, além de terem necessariamente uma idade entre 18 e 25 anos, as candidatas não podem ser casadas e muito menos mães! Assim como também não podem ter feito fotos ou filmes sensuais/pornográficos. Ou seja, teoricamente, elas precisam ser virgens (ahaaam! minha vó é virgem também!).
E, quanto as características pessoais que uma verdadeira Miss deve ter, encontrei o seguinte fragmento: "Para participar do concurso é necessário ter postura, personalidade (coff coff), charme e beleza de formas e rosto. As exigências vão além. Durante passeios e ensaios, a candidata deve estar sempre alinhada, com maquiagem leve, cabelos arrumados e ter bom comportamento."

Concluo portanto, sem muitas surpresas, que ser Miss deve ser chato pra caramba! Aliás, as Misses (pelo menos as que levam isso tudo realmente a sério - o que deve existir) devem ser, em geral, mulheres extremamente enjoadinhas, assim como a tal da Miss Baixada lá da faculdade!

Imaginem, rapazes que freqüentam este blog, vocês aturando uma mulher que o tempo inteiro está preocupada em estar linda e bem comportada? Nada de falar besteira ou palavrão, se permitir sair da linha de vez em quando, assistir a um joguinho de futebol com você, te acompanhar em programas mais triviais que não requerem o uso de maquiagem...
Resumindo: imaginem-se namorando uma boneca de porcelana e que, nem ao menos, vai liberar a pepeca pra você se divertir!!!

Aí, eu pergunto, concluindo este post: Quem vocês, rapazes, preferiam namorar ou vocês, moças, preferiam ser: uma mulher menos bonita e não-miss (ou seja, uma humana) ou uma Miss Bairro, Miss Baixada, Miss Pirapora do Norte, Miss Brasil, Miss Mundo, Miss Saturno, Miss Todas as Galáxias...?

Façam sua escolha (e, por favor, não me decepcionem!)!


Obs.: Desculpem a demora da atualização! Está faltando tempo e inspiração por aqui!

Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Confusão em família

"Garoto maroto, travesso no jeito de amar"


Sim, eu sei. O título desse post está mais para um filme B de sessão da tarde. Mas, caros leitores ávidos por mais histórias picantes, devo informá-los que voltarei a falar do meu primo. Lembram dele? Isso... é... aquele mesmo dos amassos num corredor nojento de um bar pé-sujo, que eu contei nesse post aqui! Protagonizamos juntos uma cena quase pornográfica que só faltou ter como trilha sonora uma bela canção da Alcione, a marrom.
(Momento viagem: imaginem que cinematográfico os dois lá se amassando na parede suja ao som de "Mas tem que me prendeeeer/ teeeeeeeeem que seduzir/ teeeeem..."?)

Errr...voltando à realidade da vida e sem mais rodeios e devaneios, contarei como foi meu último grande contato com ele:
Dias depois desse episódio do primo, eu e Bia já tínhamos nos programado para ir ao show do nosso ídolo e muso inspirador desse blog: o Léo Jaime.
Pra quem não sabe, é dele a autoria da música de onde eu, mui brilhantemente, pesquei o nome desse blog ("Eu pensei: A VIDA NÃO PRESTA / ela não gosta de mim..."), numa noite de bebedeira e cantoria junto da Bia (fato narrado aqui nesse post dela). E, como já existia um "A Vida Não Presta", eu só acrescentei o "mesmo" pra poder dar a luz a nosso humilde filho.

Ai mas como eu enrolo...
Voltando à história do primo: Eu e ele havíamos combinado, então, de nos encontrarmos depois do show, às 21:30h, na Cinelândia, Centro do Rio.
Eu já estava no teatro quando ele me liga, umas 19h:
Primo: - Oi, prima! Pô, tava pensando aqui... Eu tô na Urca! O que você acha de vir pra cá depois do show, hein? (Pra quem não sabe, a Urca é um bairro que fica aos pés do Pão de Açúcar, isolado de todo o resto da cidade e, ainda mais à noite, seu acesso é precário!)
Lily: - Putz, fica complicado. Como você ficou de me buscar, eu vim de metrô e eu nem sei ir pra Urca de ônibus!
Primo: - Pô, é que eu tô aqui num sambinha! Tá legal pra caramba! Mas nem tô de carro e tô todo sujo, de chinelo, porque eu vim direto da faculdade, sabe? Mas aí eu pensei "Ah! A Lily não tem essas frescuras, né?", então, achei que você fosse gostar de vir pro sambinha também.

Pára tudo!! Como assim o cidadão não está de carro e como assim ele está sujo e de chinelo, enquanto eu estou toda produzida?? Gente, pera lá! Minha única intenção era dar pra esse moleque (sim! ele é um moleque!)! Imagina se eu ia dar pra alguém nesse "estado físico" e, pior, SEM CARRO! Ou ele sugere que eu entre no motel a pé? De taxi também não me agrada NADA a idéia!
Resumindo: Sim, a Lily TEM essas "frescuras"!

Mandei a real:
- Primo, ou é como a gente combinou antes, ou não rola! Vai pra casa, toma banho, pega o carro e vem me buscar aqui às 21:30h, ok?
Ok. Ele concordou. Menos mal.

O show foi ótimo, dançamos muito, Léo Jaime ainda deu o microfone pra Bia cantar justamente em (acreditem) "A Vida Não Presta"; nós, então, nos abraçamos, ninguém ao redor entendeu porra nenhuma, mas foi uma noite feliz.
Porém, todo o carnaval tem seu fim e, se Deus quisesse, o meu naquela noite tava só começando.

O show acabou. Deu 21:30h e nada do Primo ligar. Fomos ao camarim tietar o Léo Jaime (ah, gente! Ele é nosso herói!), demoramos um pouquinho, deu 22h e NADA. Então, liguei eu:
Lily: - Tá aonde?
Primo: - Pô, Lily, tô em casa mas já tô indo praí!

Lily: - Em casa? Tu mora longe pra caramba!
Primo: - Eu tô terminando de me arrumar aqui e eu vou de carro, né? Chego aí +ou- em 1h!

Lily: - Ahn? E o que eu vou ficar fazendo em pleno Centro do Rio de Janeiro, à noite, sozinha (a Bia já estava indo embora) durante UMA HORA??? Pedindo pros pivetes me assaltarem ou conversando com os mendigos? Eu vou pra casa, primo! Sinto muito.
Primo: - Pô, prima! Você me fez sair lá do sambinha e agora vai furar?
Lily: - Eu vou furar? A gente tinha combinado há dias que você estaria aqui às 21:30h. Já são 22h, você não está aqui e só estará daqui a 1h. Desculpa, mas vou pra casa dormir que eu tô cansada!

Primo ficou puto. Mas vejam só! Tudo bem que eu não dou pra ninguém há milênios, mas também não estou tão desesperada assim, né? Me poupe! É isso que dá, dar trela pra moleque!
Mas, vendo pelo lado Coca-cola da vida, aquela noite foi o início da minha gripe que eu comentei no post sobre a volta do João, lembram? (Sim, já me recuperei da gripe tem tempo!) Então, se tivesse rolado alguma coisa, não teria sido tão legal.
Resumindo, então, a madrugada daquela sexta-feira acabou sendo quentíssima.
Tipo uns 38°... de febre!

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Domingo, 31 de Agosto de 2008

O casamento da minha melhor amiga

Love is all you need...



Há alguns anos atrás, ela havia me mostrado aquele anel, mas nenhuma data definida! Depois, há cerca de um ano, o dia já estava marcado. Porém, ainda faltava tanto! Pra que se preocupar? Resolvi comprar meu vestido com meses de antecedência! Entretanto, agosto ainda estava lá longe! É, era a hora de ir fazer o cabelo! Meu Deus, o grande dia já havia chegado!
Acordei, almocei e fui pro salão de beleza. Demorei mil séculos por lá e nada ficou do jeito que eu queria. Portanto, saí muito puta dentro das calcinhas, cismando que aquela maquiagem estava me fazendo parecer um traveco! Bicha exagerada, aquele cabeleireiro! Coisas que a minha mãe inventa em nome de um precinho menor, sabem? Tudo bem que não estava feio! Não mesmo! Mas nada como eu queria! Fazer o quê?

Cheguei na igreja um pouco antes da Bia, que depois ficou lá comigo do lado de fora passando frio! Essa cidade é uma graça! Faz calor o raio da semana inteira, mas justamente no dia do casório, fez um frio da porra! E eu de tomara-que-caia! Ah claro! Tinha a echarpe! Agora, me digam, quem foi o maldito que inventou a echarpe?? Ô trocinho mais chato!!! Só serve pra cair e pra gente ter dúvidas se estamos usando certo. Mas, segundo a mulher simpáaaatica que estava organizando a cerimônia, eu estava nos conformes.

Eu, logicamente, fui madrinha e meu par até que era beeem gatinho (mas, até onde eu sei, tem namorada, embora eu não tenha visto a dita cuja por lá). Era a hora. Lá estava eu, entrando na igreja, de braços dados com o bonitinho, meio sem graça, nervosa, olhando pra cara dos outros... Acabei esquecendo de sorrir pras fotos! Só lembrei na metade do caminho pro altar. Depois dos padrinhos, veio o César, o noivo... e a Lily, como estava? Já em prantos!

De repente, pára tudo! Ouve-se a marcha nupcial e tcharam: Lá estava a Cléo. Minha melhor amiga, desde sempre, linda, toda de branco, radiante. E a Lily, como estava? Desfigurada de tanto chorar! Provavelmente, se antes eu parecia um traveco, agora estava uma coisa meio Coringa, do Batman. Fiquei tão emocionada, que não consegui chorar com classe e acabei com a maquiagem!

Mas ok, tudo muito lindo, blábláblá, sim, sim, na alegria e na tristeza, por todos os dias de nossa vida, lágrimas incessantes, ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
Fim! E eu, finalmente, parei de chorar! Também já era demais! Acabou a missa e, acho que eles se inspiraram nos Normais, porque rolou arroz pra todos os lados!
Depois a festa foi ótima, bebidas de todos os tipos imagináveis, dancei bastante, ajudei a pintar o carro e não peguei o buquê.

É... a próxima a casar não serei eu. Tudo bem, não preciso casar tão cedo mesmo. Mas, ao ver tanta felicidade e tanto amor entre os dois, não posso evitar de pensar em como eu queria ter tal sorte. Será que no meio dessas minhas confusões amorosas, desses homens malucos e dos demais karmas da minha vida, vou também ter a chance de, um dia, encontrar alguém que divida tais momentos felizes comigo (e todos os outros que viriam depois)?

Tem gente que me acha fodona, independente e acredita até que eu não penso nisso. Mas não! Eu penso, sim! E vendo tão de perto um exemplo de como o amor pode dar certo, eu penso mais ainda!
Acho que por mais que eu já tenha me ferrado (e não foi pouco), não vou me deixar embrutecer a ponto de deixar de acreditar que tal felicidade também pode estar reservada pra mim, algum dia. Por isso, não fujo mesmo do amor, se ele tiver que acontecer! Nem nesse caso do João que narrei no post anterior.

Não tenho medo do amor e nem de sofrer por ele, pois isso acredito ser inevitável. Existe sofrimento até quando o amor dá certo. Ou vocês acham que meus amigos aí que se casaram nunca brigaram ou nunca se entristeceram? E se amam. De verdade!
Claro que cautela é bom, para não cairmos de cabeça numa causa infundada. Mas, se tal causa tiver razão de ser, se existir carinho, sentimento ou um qualquer coisa inexplicável em jogo, eu defendo sempre a busca do amor e de sua plena realização!

Imaginem quantas oportunidades de sermos felizes perderemos se ficarmos sempre nos acovardando, na defensiva perante um possível amor?
Então, amem, pessoal! E vivam tendo a certeza de que não vieram ao mundo a passeio.

Domingo, 24 de Agosto de 2008

A volta do que não foi!

Pra que usar de tanta educação pra destilar terceiras intenções?


Como prometido, caros leitores, aqui estou eu para contar das vezes em que me encontrei com João nesse mês de agosto, no curso. Mas antes, preciso reproduzir um pequeno diálogo que ocorreu dias antes da primeira aula, no msn:
Lily: - João, consegui entrar pro curso!
João: - Aleluia, hein! Em qual dia da semana?
Lily: - Sexta tb.
João: - Ih vai dar merda!
Lily: - Vai dar merda por quê? Cada um no seu quadrado, meu filho!
João: - Então tá! Então a gente vai ficar só acenando de longe, pra não dar confusão, ok?
Lily: - Ridículo, mas você é quem sabe.
A partir daí, João deu gargalhadas sem fim! E conforme eu me emputecia por não entender o motivo de tanta graça, as gargalhadas dele só se intensificavam. Ou seja, provavelmente ele tava era zoando com a minha cara, né? Mas ele que me aguardasse!

Bom, mas agora senta que lá vem a história:
No primeiro dia de curso, logo quando cheguei, dei de cara com ele! Ou melhor, de costas! Ele estava de costas pra mim, abraçando um amigo coroa dele (aliás, ele só anda com dois coroas! Nada de garotinhas em sua cola, para meu alívio!). Eu, então, não quis atrapalhar o momento boiolice e passei direto, sem que ele me visse.
Pirraça? Orgulho? Insegurança? Tudo isso aí! Só sei que, mesmo depois de 8 meses, quando o vi ali tão perto, meu coração disparou! Quase morri... E fiquei com raiva de mim por ainda gostar tanto dele.

Ao chegar em casa, mandei um e-mail provocativo, dizendo que tinha achado o tal amigo coroa um gato. Mentira, é lógico! O que eu quis foi dizer, em outras palavras: "Te vi e não falei contigo, baby!"
No dia seguinte, rolou papo no msn de novo e, do nada, ele me deu um baita esporro por não ter ido falar com ele! - Uéeee, mas não foi você que disse que a gente só ia acenar? - perguntei eu. Ele, puto da vida, disse que nem isso eu tinha feito e que era pra eu ser mais educada, na próxima vez.

Quando chegou a próxima vez, na semana seguinte, nós não tivemos aula e sim uma reuniãozinha rápida com as pessoas do curso. Ele já estava lá quando cheguei e, assim que me viu, veio falar comigo. E ao meu lado ficou até eu ir embora. Nesse meio tempo, várias pessoas pararam pra falar com ele, que respondia educadamente, mas depois "despachava" e voltava a ficar comigo. Tal grude foi registrado numa foto que tiraram da gente, na qual eu saí com cara de pastel apaixonada!

Dias depois, estava eu na sala de aula do curso, quando tive uma crise de tosse absurda decorrente a uma baita gripe que peguei. Então, saí correndo pro banheiro. Lá ia eu pelo corredor, horrenda, com o cabelo todo bagunçado, uma cara de morta, os olhos cheios d'água e com o casaco na cara abafando a tosse, quando dei de cara com João (e com os coroas).

Ele, assustado, perguntou o que estava havendo. Expliquei tudo e ele, então, me abraçou e depois começou a pôr as mãos no meu pescoço pra verificar se eu estava com febre. E, segundo "dr." João, eu estava. Então, ele deixou os coroas irem e ficou lá comigo até eu dar uma melhoradinha. E, pra completar, ainda me encheu de recomendações do tipo: "bota o casaco!", "vai pra casa que você não tá bem!", "cuidado que tá ventando muito" etc.
Nesse meio tempo, ele acabou confessando até que estava sendo muito bom voltar a me ver.
Dei um sorriso singelo, ele me abraçou de novo e eu decidi ir pra casa.

Bom, repararam que não comentei de beijos nem nada, não é?
É porque realmente não rolaram. Estamos tímidos e educados demais. Além do fato de que eu estou muito na defensiva, é claro. Não consigo mais me jogar, simplesmente!
Porém, há momentos em que a gente pára, se olha, mas não temos o que dizer. Então, ele me abraça. Embora, nos velhos tempos, essa seria a hora do beijo.

Entretanto, isso não me importa. Acho que até é bom mesmo a gente ir com calma, se é que passaremos desse estágio "amiguinhos". De qualquer forma, foi bom revê-lo e receber esse carinho, tanto tempo depois.

Agora as perguntas que ficam são:
Conseguiremos quebrar o gelo? E se isso acontecer, será bom pra mim?


Oh vida que não presta mesmo...

Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

E Deus criou os primos...

"No chão, no mar, na lua, na melodia..."


Uma coisa que eu nunca havia feito, mas que sempre tive vontade de fazer, era ficar com algum primo. É que meus primos de primeiro grau são poucos e todos impegáveis. Os de segundo, os primos dos meus pais, já estão com uma idade avançada e também são impegáveis.
Mas, e os filhos dos primos dos meus pais?? Hummmm... priminhos de terceiro grau?? Nem são mais parentes, né? Só que, pra manter o contato e alguma dose de intimidade, a gente finge que sim.

Até pouco tempo, eu não tinha me dado conta da relevância de um certo priminho (de 3º grau) meu. É que nas minhas lembranças, ele aparece correndo, pulando e brincando de pique-esconde. Porém, para minha surpresa, ao vê-lo numa festa que rolou na família ano passado, aquele pequeno pentelho tinha se tornado um belo rapaz. E põe belo nisso! Costas largas, braços delineados, sorriso bonito... Ui! Um pão!

Pois bem. Nessa tal festinha não rolou absolutamente nada, só aquele velho papo de "Nooossa! C
omo você tá diferente... Então, tem msn?" (a internet sempre reunindo as pessoas!). No início a gente teclava um pouco, no entanto, infelizmente, não temos muito assunto. A verdade é que ele cresceu, mas continua um moleque! Então, acabamos perdendo um pouco de contato.

Até que, nesse final de semana, rolou uma outra festa na família.
Foi uma chatice, com todas aquelas tias-avós perguntando do meu ex-namorado (com quem eu terminei há mais de 2 anos), aqueles costumeiros sorrisinhos amarelos, enfim... Família, família, cachorro, gato e galinha. Mas, de repente, chega ele: meu priminho mais querido e amado!

Papo vai, papo vem... "Tô indo pra Lapa! Quer ir, primo?"
Para a minha felicidade, ele topou na hora. E, já na Lapa, encontrei com uns amigos num boteco pé-sujo, cuja cerveja é boa e barata. O primo, espertinho, sentou-se do meu lado.
E começaram as olhadas safadas, ele falou no meu cangote, braços no encosto da cadeira, encostei a cabeça no ombro dele... Bom, já sabem, né? Acabamos nos beijando!
E não foi um beijinho qualquer, não! Acho que essa coisa de genética deve ter a ver, porque nosso beijo simplesmente encaixou de primeira! Foi per-fei-to!


Aí, meus queridos, não deu pra segurar! Os beijos foram se intensificando, as mãos caminhando quase que por elas mesmas e a coisa ficou sinistra, como há muito tempo não ficava pra mim. Vocês bem sabem que esse ano estou quietinha, mas não tive como segurar a onda!

Já era quase 5h da manhã e eu precisava partir. Na verdade, eu até queria ir embora mesmo, porém para um bom motel, isso sim! Mas eu, boa samaritana, tinha dito aos meus pais que iria dormir na casa deles e eu não fui cara de pau o suficiente para ligar àquela hora pra dizer que não iria mais!


Entretanto, não dava pra parar por ali! Então, lancei minha última cartada: quando ele disse que iria ao banheiro, aproveitei para dizer que também iria. Tuuudo mentira! Não tava com a menor vontade de fazer xixi! Mas, como os banheiros ficavam num corredor escondido, pensei que alguma coisa rolaria ali mesmo.

Assim que entramos no tal corredor dos banheiros, ele olhou pra minha cara e simplesmente me agarrou! Me jogou na parede e só faltou me chamar de lagartixa!
Galera, esse corredor era tipo ansinnn... nojento! Mas, aquele foi um dos melhores amassos da minha vida! E o lugar inusitado só fez aumentar o tesão.
Enfim... não chegamos a transar mesmo, mas chegamos beeeem perto.
Mas agora, o lance é marcar um outro encontro família desses e, aí, povo, pode deixar que eu volto aqui pra contar pra vocês!

* Obs.: Só pra constar, já revi o João.
Mas essa história ficará para o próximo post! Aguardem!


Beijos, me comentem! ;*