Sexo Casual II - A Missão
Minha vida amorosa nas últimas semanas têm sido bastante agitada. Primeiramente, tive um papo com João e parece que ele está meio balançado com esses nossos encontros amistosos semanais. Mas agora somos apenas bons amigos! Vocês acreditam? (eu não!).
E, por incrível que pareça, vejo que ele mudou muito e tenho quase certeza que, quando ele me disse isso, não se tratava de um mero papo de cafa. Mas, numa outra ocasião, explico melhor essa história.
Depois, foi o gigante lindão do post passado me ligando pra marcar um território, mas também não rolou nada ainda. E, como se já não bastasse, um português gato e rico que fiquei em maio desse ano estava prometendo voltar ao Brasil (e me ver) logo.
Esse cara foi quem me inspirou a escrever o polêmico post sobre sexo casual, na época.
E ele realmente voltou, como o prometido, disposto a terminar o que começamos, então.
Ontem, Joaquim desembarcou no Rio, pronto para ficar até domingo e depois seguir para um resort em Angra. Assim que chegou aqui, me ligou. Então, me convidou para ir jantar na churrascaria mais chique da cidade (não sou muito afeita à churrascarias, mas essa daí é exceção!) junto aos amigos dele, que também vieram ao Brasil.
Fui eu lá, toda bonitinha, pagando de namoradinha do Joaquim. Os amigos dele me adoraram, afinal, me comportei como uma mocinha e, metida à rica como sei ser, agi como se aquela churrascaria fosse o local de meus almoços diários.
O papo foi ótimo, nos divertimos bastante. Joaquim estava sendo um amor e eu, dessa vez, acabei cedendo e indo pro hotel com ele. Achei que não podia mais deixá-lo passar, pois quando é que eu iria vê-lo de novo?
Chegamos lá naquele hotel 5 estrelas na Av. Atlântica. A suíte ficava exatamente de frente para o mar; a noite estava fresca e as luzes da orla de Copacabana estavam lindas como de costume. Aí começamos a nos beijar, a nos amassar e o resto vocês já sabem, não é mesmo?
Pouparei-os dos detalhes mais sórdidos. O que importa é que eu, finalmente, me permitir fazer o tal do sexo casual.
Só lhes digo que foi exatamente como eu pensei que seria. Ou seja, péssimo. Nem pelo sexo, em si, mas por aquela velha situação que eu temia: a de não saber como reagir depois.
Eu não fiquei muito à vontade o tempo inteiro, ele também não foi dos caras mais atenciosos... E, ao perceber isso, eu inevitavelmente senti muitas saudades do João! Transar com uma pessoa e lembrar de outra, minha gente, foi uma das piores sensações que já experimentei.
Tudo soa robótico. Tudo o que você faz, faz porque "tem que fazer", porque faz parte do pacote sexo. Sendo que, nesse caso, apesar dele ser um cara fofo e super bacana, não rolou a parte do olho no olho, do carinho, do ouvir o coração batendo, do papo gostoso e sem nexo do final... etc. Mas também, o que eu queria? Aquilo era o tal do sexo casual! Alôoou?!
Acabei inventando uma desculpa para justificar minha despedida e fui embora pra casa. E hoje, estou apresentando o velho número do desaparecimento, para o caso dele me procurar.
Não tem jeito! Talvez eu seja a última romântica, mas com essa aprendi que realmente não consigo separar sexo de sentimento (embora eu até tenha dito aqui uma vez que havia conseguido! vocês acreditaram??).
E, a não ser que eu não consiga controlar o tesão de jeito nenhum, não pretendo fazer sexo casual tão cedo de novo. Pelo menos não enquanto eu pensar e gostar de outro homem.







